Programa de educação para inclusão é voltado a mulheres vulneráveis
O Ministério da Educação informa que recriou, por meio da Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica), o Programa Mulheres Mil. O anúncio, publicado na última terça-feira (18), informa que o programa tem como objetivo promover a escolaridade e a inclusão socioprodutiva de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica com oferta de vagas para cursos de qualificação profissional.
Segundo a pasta, serão oferecidas 20 mil vagas a partir de agosto em institutos federais, nas redes estaduais e nos sistemas nacionais de aprendizagem que envolvem o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). As adesões das instituições federais já estão abertas e seguem até o dia 31 de maio. No prazo de 60 dias deve ter início o cadastro das demais redes de ensino.
As instituições que tiverem suas propostas aprovadas serão coordenadas pela Setec, segundo a publicação, “com objetivo de capacitar os gestores na metodologia de acesso, permanência e êxito do Programa Mulheres Mil”. O público-alvo do programa, informa o comunicado, “são mulheres com 16 anos de idade ou mais que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica e risco social, além das vítimas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, e moradoras de locais com infraestrutura deficitária”.
O Mulheres Mil abarcará cursos e programas para qualificação profissional, que irão da educação profissional técnica de nível médio até a educação de jovens e adultos, envolvendo os níveis fundamental e médio. Todas a s mulheres matriculadas terão auxílio para transporte e alimentação.
PROGRAMA
O Mulheres Mil foi criado em 2005 no Rio Grande do Norte após parceria entre os governos do Brasil e o do Canadá. No último dia 14 de abril foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) portaria que instituiu o programa. “Programa Mulheres Mil que visa à formação profissional e tecnológica, articulada com elevação de escolaridade e a inclusão socioprodutiva de mulheres em situação de vulnerabilidade social”, informa trecho da portaria.
Ainda de acordo com a portaria, o programa tem como principais diretrizes “possibilitar o acesso à educação; contribuir para a redução de desigualdades sociais e econômicas de mulheres; promover a inclusão social; defender a igualdade de gênero; combater a violência contra a mulher; promover o acesso ao exercício da cidadania; e desenvolver estratégias para garantir o acesso das mulheres ao mundo do trabalho.




